Imprimir

Aleitamento Materno



O leite humano é considerado e indicado como melhor fonte de alimento até os seis meses de vida do lactente. Em sua composição existem todos os nutrientes essenciais para o desenvolvimento e crescimento saudável do bebê. Protege contra muitos agentes infecciosos é econômico não exige preparo e fortalece a relação entre mãe e filho. Com todos esses benefícios, ainda é comum o desmame precoce. Sendo sua interrupção, ocasionada muitas vezes pela falta de conhecimento da mãe frente à prática da amamentação (CARVALHO E TAMEZ, 2002).


Nas mais diversas culturas a amamentação sempre foi passado de geração em geração de maneira natural, como um símbolo do mais puro amor, sem que houvesse a necessidade de campanhas para incentivar essa prática. Logo após o nascimento, de preferência nas primeiras horas de vida, se não existir contra indicações, a amamentação deve ser iniciada.


Talvez a maior dificuldade seja que hoje em dia o normal está um pouco além de ser natural, enquanto antigamente era comum ver uma mãe realizada em amamentar, após a Segunda Guerra Mundial, com o desenvolvimento tecnológico e a industrialização do leite de vaca, a imagem do bebê vem sendo associada a chupetas e mamadeiras (VINAGRE; DINIZ; VAZ, 2001).


São muitas as vantagens do aleitamento materno para o bebê e também para a mãe. Além de suprir as necessidades nutricionais e fornecer proteção contra infecções do trato gastrintestinal, poliomielite, alergias, é de fácil digestão. É mais prático, fácil e econômico, pois, a mãe pode amamentar seu bebê em qualquer momento não tendo preocupação com a validade do leite e para prepará-lo, já que não estraga e não contém bactérias (REZENDE; MONTENEGRO, 2003).


Tamez e Silva (2002) afirmam que a prática do aleitamento materno trás benefícios psicológicos para ambas as partes, pois cria um vínculo afetivo que estimula o comportamento emocional de mãe e filho. Tem efeito relaxante, devido à liberação do hormônio prolactina durante a produção de leite e ajuda para o retorno do peso corporal da mãe, onde as gorduras adquiridas no período gestacional servirão de fontes de reservas calóricas durante a amamentação.


A experiência em amamentar esta relacionada com a disposição da mulher e com sua consciência sobre a importância deste ato levando em consideração as experiências anteriores. Nesse sentido, Tamez e Silva (2002) mencionam que ao incentivar a puérpera a amamentar deve-se atentar para que as atitudes dos profissionais de enfermagem não venham a forçar a mãe em sua decisão, já que amamentar é um ato que deve ser desejado, que se desenvolve dentro de um contexto que é influenciado pela sociedade, cultura e condições de vida da mulher.


De acordo com Ichisato e Shimo (2002), é necessário oferecer orientações sobre o processo de amamentação as gestantes no início do pré-natal para que seja possível identificar as mulheres que não queiram ou não podem amamentar ou apresentem futuras dificuldades. Essas orientações devem permanecer como incentivo por todo o período de amamentação.


Uma alternativa para as mulheres que não podem amamentar é o banco de leite humano. É um programa do Ministério da Saúde que dá apoio à amamentação onde o leite é doado e posteriormente ofertado a recém nascidos em situações especiais. Bosi e Machado (2005) relatam que além da criação do banco de leite humano, outras estratégias foram criadas como incentivo para o aleitamento materno, exemplo disso foi a implantação do hospital amigo da criança no Brasil em 1992. Sabe-se que muitas mulheres no período de amamentação realizam a doação do leite materno, como um ato de solidariedade com um olhar voltado ao próximo, que nessa situação são crianças que podem ter suas vidas salvas por esse ato de amor.


Por isso, a importância dos profissionais de saúde estarem conscientizando e acompanhando a mulher desde o pré-natal oferecendo todas as orientações pertinentes à amamentação, preparando o corpo e a mente da mulher, conscientizando-a que amamentar além de ser um gesto sublime e importante colabora para o crescimento físico e desenvolvimento psíquico da criança evitando doenças e suprindo suas necessidades nutricionais.



                               ARTE DA AMAMENTAÇÃO - Há um mistério insondável nesse encontro de olhares. Mãe e filho.
                                        Amamentação. Ato de suprema entrega. Momento de divina doação. Entrelaçando
                                               doces e infindos desejos, sem identificação de um único. Harmonia plena...
                                                            ternura... ardor. Inconsciente integração do inexplicável,
                                                                                 que se traduz na similaridade 
                                                                                            do Divino Amor.
                                                                                               (Alice Capel).


REFERÊNCIAS


CARVALHO, Marcus Renato; TAMEZ, Raquel Nascimento. Amamentação: bases científicas para a prática profissional. 1. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

 

VINAGRE, Roberto Diniz; DINIZ, Edna Maria Albuquerque; VAZ, Flávio Adolfo Costa. Leite humano: um pouco de sua história. Departamento de Pediatria da FMUSP, 23(4): 2001.
REZENDE, Jorge de; MONTENEGRO, Carlos Antonio Barbosa. Obstetrícia fundamental. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

TAMEZ, Raquel Nascimento; SILVA, Maria Jones Pantoja. Enfermagem na UTI neonatal: assistência ao recém-nascido de alto risco. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

ICHISATO, Sueli Mutsumi Tsukuda; SHIMO, Antonieta Keiko Kakuda. Revisitando o desmame precoce através de recortes da história. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Julho-Agosto, v.10, n.04, Ribeirão Preto, 2002.

BOSI, Maria Lucia Magalhães; MACHADO, Márcia Tavares. Amamentação: um resgate histórico. Cadernos ESP - Escola de Saúde Pública do Ceará, Julho-Dezembro, v.01, n.01, 2005.




 

Raquel Lima De Brida
Enfermeira do Hospital Santa Casa
Especialista em Cuidados Intensivos Neonatais
Coord. CIHDOTT

 




 
 
 















Veja mais fotos
 
Hospital Santa Casa ® - Campo Mourão O melhor atendimento você encontra aqui.
Fone: |44| 3810.2100 - |44| 3523.0008 - CEP: 87.302-215
contato@santacasacm.org.br
Rodovia PR, 558 - Campo Mourão - PR